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Crítica| Gypsy

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Um drama psicológico que tinha as armas mais poderosas para se tornar uma das melhores produções do gênero. No entanto, acabou por virar uma obra monótona e cheia de falhas.

Jean Holloway (Naomi Watts) é uma psicóloga que, cansada da vida que leva, resolve entrar na vida de pessoas conhecidas de seus pacientes. O enredo principal da série promete uma ambientação sombria, mas, ao mesmo tempo, intrigante e misteriosa, principalmente pela vida dupla que a personagem principal viverá: a psicóloga casada e mãe de uma filha de 8 anos e a escritora, Diane Hart. As cores utilizadas dão toda uma contribuição para esta ambientação.

A interpretação de Naomi Watts foi crua e fraca e percebemos isso, principalmente, quando o heterônimo de Jean aparece nas cenas. A expressão que vemos quando Jean é o foco destas é a mesma quando Diane é o foco. Uma das principais falhas de Gypsy é o roteiro, que é fraco e mal estruturado, principalmente pela falta de exploração de detalhes importantes, de alguns elementos narrativos e pelos diálogos fracos. A relação de Diane e Sidney foi muito mal explorada, e o que era para ter virado o ponto central da trama acabou se tornando um detalhe secundário, graças às falhas grotescas presentes no roteiro.

Além disso, toda a ambiguidade da ética profissional de Jean contribui para o descaso com as principais funções e preceitos éticos do psicólogo. E esta ambiguidade é formada, principalmente, por uma não-relação entre suas falas e atitudes a respeito de sua função como terapeuta.

O andamento da série é cru, e onde o foco das cenas se perdeu, deu-se margem à criação de uma monotonicidade. Gypsy conta com vários núcleos diferentes e, na maior parte dos episódios, a direção não conseguiu abordar todos. Principalmente quando a relação de Jean com seu marido e filha era apresentada na tela.  A trilha sonora não fortalece o ambiente sombrio e curioso proposto. Na verdade, pelo que podemos perceber, ela o enfraquece, dando um ar sonoro de mesmice.

O ponto forte de Gypsy seria a paleta de cores utilizada, que ajudou a criar um ambiente sombrio e ao mesmo tempo intrigante. No ponto onde o roteiro, e principalmente a direção, falharam, as cores utilizadas conseguiram, ao menos, ajudar a construir toda a ambientação sombria que o enredo principal da obra promete. Mesmo que não tenha sido o destaque no sentido singular, a iluminação, combinada com a paleta de cores, ajudou a fortalecer o aspecto sombrio e misterioso proposto.

Gypsy é uma mistura de uma direção falha, um roteiro fraco e uma paleta de cores interessante, mas que, no final de tudo, acabou por virar um drama psicológico sem nenhuma inovação.

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