Críticas

Crítica – A Noiva

A Noiva é um thriller psicológico russo que tinha tudo para dar certo, mas que, infelizmente, falha em sua promessa de assustar.

“A Noiva” , de Svyatoslav Podgayevskiy, chama atenção desde a capa: uma noiva tenebrosa, convidando os amantes de terror a sentir medo, prometendo bons sustos, momentos de tensão e medo.

Quando chegamos ao filme, somos introduzidos a um prólogo arrepiante, de se segurar na cadeira para não querer sair da sala, ou fechar os olhos; porque nós, realmente, não conseguimos pensar direito durante a progressão das cenas,  que nos deixam mais apavorados a cada frame que se passa.

Depois do prólogo de prender o fôlego, A Noiva introduz uma trama obscura que promete um enredo fantástico, e então viajamos para o presente, onde é contada a história de Nastya (Victoria Agalakova), uma garota universitária que acabou de se casar com Ivan (Vyacheslav Chepurchenko), e que está indo visitar a família dele. Nessa viagem, Nastya e Ivan tem como principal objetivo a festa de casamento que acontecerá numa casa antiga, bem no meio de uma floresta distante da cidade.

O enredo do filme é maravilhoso, a fotografia… O conjunto da obra nos dá vontade de chorar; a construção da climatização das cenas é de bater palmas, mas… O diretor e a sonoplastia falharam em alguns pontos: eles não souberam trabalhar com a densidade das cenas. Quando algumas eram escuras, a sonoridade não ajudava; Quando a sonorização era perfeita, a cena estava clara demais para que desse ao menos um sustinho.

E, por falar em sustinhos, as maioria das cenas realmente programadas para isso acabaram ficando um pouco falhas, trazendo insatisfação e uma expectativa que, infelizmente, não é correspondida. No entanto, é necessário ressaltar que algumas cenas foram muito bem construídas, causando o famoso arrepio e aquela vontade de sair do local, mas, ao mesmo tempo, de ficar para saber o que vai acontecer em seguida.  Principalmente nas cenas que nos causam confusão mental (proposital, claro); e é nessas cenas que a curiosidade em distinguir se a Nastya está dormindo, delirando ou realmente vivendo aquelas situações nos traz um pouco de aflição e agonia.

Com inspiração nítida em Invocação do Mal (2013/2016) e Frankenstein (2015), somos convidados a assistir um filme que vende terror psicológico, mas entrega um drama, com pitadas de suspense, tensão, e, ainda,  um respingo de comédia.

Sejamos sinceros: A Noiva  tinha tudo para ser um filmão, mas devido às circunstâncias, terminou sendo mediano em tentar um terror sem realmente assustar.

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