Séries

Crítica | Godless

Uma das primeiras produções da Netflix sobre o velho-oeste trouxe uma fidelidade impressionante aos costumes e tradições daquela época.

Roy Goode (Jack O´Connell) busca refúgio numa pequena cidade, conhecida como La Belle, depois de trair o chefe de seu antigo bando, Frank Griffin (Jeff Daniels). A população deste pequeno lugar é formada praticamente por mulheres, porque uma explosão na mina da cidade matou grande parte dos homens da região.

Ao chegar em La Belle, Roy encontra abrigo no rancho de Alice Fletcher (Michelle Dockery), uma viúva e mãe solteira, que voltou para a cidade depois da morte do seu marido. No primeiro momento, Alice o deixa ficar por ter atirado nele; no entanto, após ele ter salvado uma criança do ataque de uma cobra, ela o permite ficar no local junto a ela e seu filho.

Após um dia de estadia no rancho, Roy, a partir de Bill McNue (Scoot McNairy), o xerife da cidade,descobre que Frank Griffin está aterrorizando o Novo México atrás dele. E Bill, preocupado com a possibilidade de Griffin descobrir que o ex integrante de seu bando está escondido ali, resolve prender Roy e ir atrás de Frank, deixando, assim, seus dois filhos, com sua irmã Mary Agnes (Merritt Wever).

Godless foi criada, escrita e dirigida por Scott Frank. O roteiro é estruturado, apesar de algumas falhas. Há presença de elementos narrativos importantes e os diálogos são fortes e concisos, porém alguns personagens foram muito mal explorados e desenvolvidos. No entanto, o roteiro desenvolveu com magnitude a relação de Frank com Roy e a história de La Belle.

A direção de Scott Frank, responsável pela direção de Caçada Mortal (2014),consegue englobar todos os núcleos, porém falha na maneira como estes são integrados em cena. Esta falha é apresentada à nós principalmente no primeiro episódio, onde o elo narrativo acaba se perdendo pela forma que os núcleos da obra são apresentados.

Os planos utilizados deram um ápice nos cenários, dando preferência pelo uso do plano geral e do plano médio,dando, assim, um foco mais especial aos cenários e as vestimentas dos personagens.

Onde foi preciso um foco mais detalhado nas expressões dos personagens, a fotografia ajudou bastante. No entanto, a produção não possui uma estética muito bonita. Mesmo que possamos perceber uma mistura do cenário, com as cores e os atores, esta ainda é singular e não favorece na estética de algumas cenas.

A direção de arte é um dos pontos mais altos da produção como um todo. O cenário apresentado é totalmente fiel às construções civis daquela época, fortalecendo, assim, ambientação da época retratada.

Nos flashbacks, houve a preferência pela utilização de tons de sépia nas cenas, dando uma caracterização de passado. Com o uso destes tons de sépia, nestas devidas cenas, podemos perceber seu uso, como uma ferramenta utilizada para separar o passado e o presente das cenas.

A trilha sonora foi o outro ponto forte de Godless. Os sons utilizados davam toda uma emoção ao momento apresentado, dando toda uma singularidade e perfeição sonora às cenas.

Godless, apesar de algumas falhas na direção e no roteiro, tem a sua devida importância dentro do audiovisual. Mostrando não apenas os clichês presentes em produções relacionadas ao velho-oeste, mas, também, o acréscimo de novos elementos, como o empoderamento feminino.  

 

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