Críticas

Crítica | Tomb Raider: A Origem

Com um novo reboot, Tomb Raider: A Origem traz Lara Croft aos vinte um anos e como uma entregadora, sem coragem de aceitar o desaparecimento de seu pai; assim, ela se afasta de sua fortuna e vive uma nova vida… mas não por muito tempo.

O filme traz uma nova proposta, com uma atriz mais promissora; Alicia Vikander (A garota dinamarquesa, 2015) cumpre com sua atuação e nos entrega uma Lara maravilhosa. Só que, como nem tudo são flores, o filme tem um super gancho no roteiro, do qual pretendo falar mais futuramente.

Como dito, Lara se recusa a aceitar o desaparecimento de seu pai, durante seu último projeto. Ao encontrar sua ex-funcionária e falar sobre isso, ela entende que precisa finalizar o projeto que seu pai deu início, mesmo desobedecendo à ordem de queimar os papéis. Seu primeiro gancho é uma parada para pedir ajuda ao Lu Ren (Daniel Wu), filho do rapaz que levou seu pai para Ilha de Himiko, ilha da Imperatriz do Japão, que tinha uma história um tanto sobrenatural. A ilha é citada logo no começo do filme e mais tarde aparece para cenário de todo o show.

O roteiro mostra suas falhas com o passar do tempo. A adaptação parece com o jogo Tomb Raider de 2013, que se passa na ilha japonesa, onde ela tenta recuperar o caderno do pai. Lara não conta com a ajuda de ninguém no jogo. Já se encontrando com o caderno do pai, ela agora não precisa mais dessa coordenada. Agora a missão dela na ilha da Imperatriz é outra, completamente diferente. Ao chegar à ilha, ela lida com mercenários que querem o projeto de seu pai para expor o mal para sociedade.
O CGI e os efeitos cumprem com o seu papel e relembram grandes detalhes da trajetória da personagem, relembrando todo o cenário do jogo e trazendo a utilização da arma mais versátil que Lara usa, o arco e flecha, com a qual a mesma pode ser silenciosa e mostrar referências do jogo.

[ALERTA DE SPOILER]

Temos uma problemática enorme no filme. Mesmo que seja com o intuito de justificar a história, eles não só passam a jogar o pai nos flashbacks, como o diretor Roar Uthaug não se conteve e fez ela reencontrá-lo na ilha. O que se torna o absurdo do filme, já que não constam essas informações em nenhum dos jogos. Obviamente, os jogadores podem escolher pensar que é uma adaptação e, por isso, não tem obrigação alguma de seguir tudo da história do jogo à risca.

Lara, agora, conta com a ajuda do pai, explicando a perspectiva dele sobre a história, e Alicia acaba sem ser a protagonista do seu próprio filme porque a história se encontra muito mais voltada para os interesses de seu pai, do que os dela.

Existe aqui um interesse maior, em justificar esse gancho para os interessados na história, que jamais fora contada antes pela perspectiva de seu pai. O que se torna um incômodo, no começo, acaba vendendo a proposta do filme em contar todos os lados da história.

Tomb Raider: A Origem é um filme que poderia ser 100%, mas se perde nas entrelinhas e mostra nitidamente falhas na obra. O potencial é enorme, mas podemos deixar para esperar isso na sequência.

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2 respostas »

  1. Sua crítica foi muito parecida com outra que li… e não vi o filme, mas amo a Lara desde seu primeiro jogo (achava o máximo a personagem ser mulher) e esperava um super filmão o que agora me parece que só foi medíocre
    Uma pena pois era um filme repleto de potencial
    Beijos

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    • O filme tinha um potencial incrível de grande bilheteria. Se você parar pra assistir, o cenário está maravilhoso mas o maior erro foi no roteiro. Eram diversas coisas que se você tivesse jogado o jogo e conhecer a história vai notar que aquilo ali não existia mas colocaram pra tentar justificar.
      Agora li matérias que a produtora estava culpando a Vikander pelo filme ter dado errado, só que ela só fez o papel dela que infelizmente estava muito mal escrito.

      Curtido por 1 pessoa

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