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Crítica | Mamma Mia: Lá Vamos nós de Novo!

Seguir os passos de um musical tão amado quanto Mamma Mia! (2008) não é fácil. Seguir os de Meryl Streep, muito menos. Ainda assim, a continuação consegue render boas risadas e arrepios.

[ALERTA DE SPOILER]

A audiência de Mamma Mia: Lá Vamos nós de Novo! já entra no filme com o baque da morte de Donna (Meryl Streep); ou, até mesmo, com um pouco de resistência, principalmente porque essas palavras nunca são ditas e seu “sumiço” apenas paira sobre o cotidiano na ilha. A partir de então, duas linhas temporais vão se entrelaçar para construir uma grande homenagem a essa personagem inspiradora do cinema, cuja ausência pesa para a trama.

O motivo disso acontecer é que a sua filha, Sophie (Amanda Seyfried), agora dona da propriedade da mãe, não possui o mesmo carisma que ela. Sua dor quanto à perda recente e a confusão quanto ao futuro com o marido são visíveis, mas sua história nunca é desenvolvida o suficiente para lhe dar camadas e nuances que envolvam, de verdade, o espectador com a sua linha narrativa. Sempre que ela está em cena, a sensação é que o assunto a se tratar é outra pessoa, e a falta de individualidade pesa nas possibilidades de Seyfried dentro do papel.

Lily James, por sua vez, conduz bem a sua parte e tem uma energia e vivacidade que se encaixam muito bem para mostrar a versão mais nova de Donna – e como o seu espírito livre causou tantas reviravoltas na sua vida. A atriz até mesmo usou trejeitos que tínhamos conhecido com Donna, no primeiro filme, de forma que podemos relembrar o carisma de Meryl Streep, a qual deu o selo de aprovação a James.

Os interesses amorosos de Donna também não ficam para trás. Hugh Skinner traz um Harry que diverte, Sam (Jeremy Irvine) é o interesse amoroso de uma vida e Josh Dylan, como Bill, vende o perfeito pegador. As versões mais novas de Rosie (Alexa Davies) e Tanya (Jessica Keenan Wynn), assim como Julie Walters Christine Baranski em suas idades mais avançadas, são personagens de apoio que funcionam muito bem, principalmente na sua dinâmica conjunta. Boas risadas são garantidas.

A proposta de Mamma Mia é a de um filme leve e energético, no que sucede muito bem. A trilha sonora, como a anterior, é completamente significativa, mas nem todos os arranjos conseguem prender a atenção como deveriam. Algumas coreografias, por outro lado, te levantam para cantar e dançar no cinema, como a da música que dá nome ao filme, ou até mesmo Waterloo, com Skinner James.

O visual do filme, como era de se esperar, é deslumbrante, composto principalmente das paisagens incríveis da Grécia, mas também contando com vislumbres de Paris entre suas cores. As transições entre as linhas temporais são bem feitas, apesar de que ficamos apenas esperando por mais cenas no passado.

Mamma Mia: Lá Vamos nós de Novo! é um bom filme para passar o tempo, mas não é um grande musical. Talvez uma produção completamente no passado fosse uma proposta mais elegante para o caso, ao invés do formato batido de flashbacks periódicos; especialmente nesse caso, em que o que acontece no presente não é sequer ligeiramente tão interessante quanto o que acontece no passado.

Apesar de aparecer no trailer, Streep só aparece nas sequências finais, o que não foi muito encorajador para quem não soube previamente do falecimento de sua personagem. Segue o trailer final do filme, que se encontra em cartaz em todo o Brasil.

 

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