Séries

Análise | Brooklyn Nine-Nine – 1ª temporada

Brooklyn Nine-Nine deixou uma grande mensagem para a história das sitcoms, mostrando que um roteiro engraçado não tem a mínima relação com piadas ofensivas que, geralmente, banham os roteiros de outras séries do gênero.

Não tem como não se encantar pela narrativa desenvolvida em Brooklyn Nine-Nine (2013-presente)O roteiro é desenvolvido essencialmente dentro das características do gênero televisivo, porém com uma diferença, que acabou tornando-se o diferencial: o uso de elementos da cultura pop para gerar o humor da série, o que acaba tornando a produção atraente aos olhos do telespectador.

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Óbvio que grande parte destes elementos saem da boca de um dos mais queridos personagens de Nine-Nine, Jake Peralta (Andy Samberg). O personagem de Samberg deu todo um charme à produção de 2013; por exemplo, o detetive é apaixonado pelos filmes da saga Duro de Matar (1988-2013) e grande parte das falas de cunho humorístico de Peralta trazem quotes ou referências a esses.

O outro lado do humor dele vem através das referências e comentários à cantora americana Taylor Swift, pela qual ele é completamente apaixonado. É também através de falas que trazem nomes de famosos, cantoras pop, filmes e séries famosas, a exemplo do maior clássico de ficção científica dos anos 70, Star Wars (1977). Os diálogos que se banham com estas referências tornam Jake ainda mais cativante e apaixonante, tornando-se, sem sombras de dúvidas, a melhor caracterização de uma personagem de humor já vista depois de Chandler Bing (Matthew Perry) de Friends (1994-2004).

Apesar deste lado mais engraçado, Jake Peralta também trouxe na 1ª temporada várias discussões importantes, como o abandono paterno e a questão de como o Dia de Ações de Graças deveria ser questionado e criticado pela população norte-americana. O abandono do pai deixou grandes consequências no psicológico no personagem de Andy, principalmente quando se percebe que o descendente de judeus utiliza o humor como arma desde que foi abandonado pelo progenitor.

Não é apenas na forma que ele utiliza o humor que vemos as consequências de todo esse descaso paterno; percebemos isso, também, através da forma como ele enxerga Ray Holt (Andre Braugher) como o pai que ele nunca teve. Apesar de ser uma crítica ao abandono paterno, a relação de Peralta e Holt emociona os fãs da sitcom policial.

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A outra discussão importante, referente a uma das datas mais importantes da cultura estadunidense, vem através de explicações sobre como Peralta odeia o feriado, que são embasadas principalmente no lado histórico do Dia de Ações de Graça. Questões como estas provam que Jake Peralta não é apenas uma personagem que não tem mais nada a oferecer ao telespectador além do humor.

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A primeira temporada de Brooklyn Nine-Nine ganhou o Globo de Ouro 2014 e, mesmo com todas as tentativas da FOX de boicotar a série, a legião de fãs que se apaixonaram por esta nova forma de se fazer sitcom aumenta a cada dia, provando que não basta mais ser apenas engraçado, é necessário criar um espaço onde questões importantes possam ser discutidas.

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