Séries

Crítica | Demolidor – 3ª temporada

Em sua temporada mais intimista, Demolidor se confirma como a melhor série da Marvel.

O maior feito de uma obra baseada em um universo fantástico, com criaturas fora das observáveis no mundo real, é a sua capacidade de associação com temas que permeiam a vida de todos nós. É assim que a Marvel faz, desde seus primeiros heróis nos quadrinhos, e é assim que tem feito desde que se apresentou no cinema e na TV.

A terceira temporada da série que serve de carro-chefe do Universo Cinemático da Marvel na Netflix apresenta seu personagem principal, o Demolidor (alter-ego de Matt Murdock, que é vivido por Charlie Cox) em seu período de ressurreição física, psicológica e espiritualmente, após os eventos da primeira temporada da série Os Defensores (2017), na qual ele é soterrado.

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Logo no início da temporada, é revelado como Matt conseguiu sobreviver: após ser enterrado por concreto e água, o Padre Lantom (Peter McRobbie) encontra o herói gravemente ferido e leva-o para se recuperar no Orfanato St. Agnes, o mesmo lugar onde Matt cresceu após a morte de seu pai.

O tema da fé é central, especialmente nos primeiros episódios da temporada, enquanto o herói depende da Irmã Maggie (Joanne Whalley) para recuperar sua saúde, lidando com a descrença no seu Deus. Uma analogia com a história de Jó é bem inserida – o servo bíblico de Deus que perdeu tudo e não perdeu a fé, enquanto os valores proferidos pela Bíblia são demonstrados através de ações: amor, carinho, cuidado e fraternidade.

Wilson Fisk, o Rei do Crime (Vincent D’Onofrio), garante desde o começo sua presença ameaçadora, de forma a relembrar a vileza de suas ações na primeira temporada e, embora se apresente como principal vilão da nova temporada, o destaque dentre os antagonistas fica para Ben Poindexter (Wilson Bethel), personagem baseada no Mercenário dos quadrinhos. Aqui, ele é um agente do FBI com tendências sociopatas, um passado nebuloso e uma mira certeira.

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Por falar em passado, o universo das personagens coadjuvantes, que ainda se apresenta como uma incógnita, é levemente mais explorado, ajudando a entender melhor as motivações, especialmente as de Karen Page (Deborah Ann Woll), e os laços familiares de Foggy Nelson (Elden Henson). Eles continuam a desempenhar para O Homem Sem Medo tanto um papel emocional (quando este precisa de amigos) como tático (quando precisa de uma mãozinha para derrotar os bandidos).

A terceira temporada de Demolidor crava a série como a melhor de super-herói da atualidade em qualquer formato ou canal, fugindo de alguns exageros da segunda e de Os Defensores, além de esbanjar da atuação sensacional de Charlie Cox na pele do advogado mais bacana de Hell’s Kitchen.

Demolidor já está disponível na Netflix, confira o trailer da terceira temporada:

 

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