Filmes

Crítica | Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

A sequência do spin off de Harry Potter transforma a magia em nostalgia e solidifica a ligação do universo bruxo.

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Após planejar sua fuga, Grindelwald (Johnny Depp) tenta reunir bruxos de sangue-puro para que possam governar os nascidos trouxas. Albus Dumbledore (Judy Law), então, recorre ao seu ex-aluno Newt Scamander (Eddie Redmayne) para derrotar as forças sombrias do bruxo.

O aspecto que deve ser ressaltado, antes de qualquer outra coisa, é como a sequência de Animais Fantásticos se provou melhor do que o seu primeiro filme, visto que cria um elo ainda mais forte entre Harry Potter e a nova saga. Personagens como Minerva McGonagall, Albus Dumbledore e Nagini são resgatados da obra original. Até mesmo Nicolau Flamel, interpretado por Brontis Jodorowsky, está na nova empreitada.

As raízes de Nagini (Claudia Kim) começam a ser definidas dentro deste contexto, mostrando sua vida infeliz antes de tornar-se, por completo, uma cobra. Além disso, existem alusões à Pedra Filosofal e ao Espelho de Ojesed, de forma que descobrimos, finalmente, o que Dumbledore enxergava ao olhar seu reflexo.

A complexidade da narrativa torna-se ainda mais engajada, mostrando a genealogia de vários personagens que ajudam a estender a compreensão do universo criado por J.K Rowling.

Estruturado em três atos, como a narrativa dramatúrgica clássica, o roteiro atende bem a suas demandas durante os dois primeiros atos, mas carece de organização em seu terceiro – e crucial – momento. Personagens que desaparecem, ou aparecem, sem explicações e datas mal encaixadas com a saga oficial fazem parte do problema.

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O CGI aplicado ao filme é incrivelmente elaborado, imergindo o público totalmente em um universo mágico produzido com efeitos espetaculares.

A direção é, novamente, de David Yates, que trabalha muito bem as cenas de ação e os planos sequência. Ainda há uma habilidade extremamente característica de Yates, que é a sua escolha de planos, especialmente se tratando da ambientação. O diretor faz questão de deixar planos abertos e gerais a todo momento para que seu espectador saiba onde está inserido.

Os Crimes de Grindelwald possui uma direção meticulosa e atuações impecáveis, que se mesclam em um conjunto para formar a interação perfeita entre as personagens. É uma sequência eletrizante e familiar, capaz de acolher não apenas o público que acompanhou a antiga saga, mas também os fãs de aventura e fantasia.

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