Filmes

Crítica | Homem-Aranha: No Aranhaverso

Podem abrir alas para um dos melhores filmes de super-herói dos últimos anos.

Homem-Aranha: No Aranhaverso é uma grata experiência tanto no que se refere ao visual, à direção, ao roteiro e à trilha sonora. A história de Miles Morales, depois de ser mordido pelo famoso gênero “aranha radioativa”, é impulsionada por uma responsabilidade herdada do próprio Peter Parker: parar o Rei do Crime.

A colisão de universos traz ao filme personagens interessantes e que contribuem de forma positiva para o enredo, dentre os quais se destacam Gwen Stacy e um Peter mais velho. A relação de Morales com os dois é bem desenvolvida, de forma que todos se tornam marcantes para o espectador. Além disso, definitivamente foi um acerto não apostar em relações amorosas – sabemos como é difícil para Hollywood entender que um filme não precisa disso  para funcionar (que o digam A Menina que Roubava LivrosAnimais Fantásticos).

Os demais spiders não possuem o mesmo desenvolvimento, mas se encaixam com naturalidade nas cenas e são possibilidades inventivas e cativantes para o público mais jovem, trazendo um equilíbrio capaz de agradar a todas as faixas etárias.

O filme também consegue ser interessante visualmente. A todo momento ele brinca com texturas que remetem aos próprios quadrinhos, além de outros elementos visuais que conseguem ter um peso narrativo sem sobrecarregar a audiência. As cores são praticamente radioativas, como não poderia ser diferente, mas também encontram momentos sombrios para harmonizar com o sentimento da personagem principal.

A direção de Bob Persichetti, Peter Ramsay e Rodney Rothman é dinâmica, usando ao máximo possível as habilidades das personas para gerar takes em ângulos inusitados. Essa estratégia foi feita com tato e bom gosto, de forma que as cenas não são apenas interessantes, mas conseguem gerar efeito cômico por si só.

Apesar de não estar tão presente quanto em outros filmes de herói como Pantera Negra, a trilha sonora faz um bom trabalho de ambientação, entrando nos momentos certos e conseguindo empolgar o espectador.

O conjunto de Homem Aranha: No Aranhaverso gerou um poderoso concorrente para o Oscar 2019, depois de ter ganhando tanto o Globo de Ouro quanto o Critics Choice Awards de Melhor Animação.

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