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Como a ansiedade patológica é retratada no cinema?

Apesar dos transtornos de ansiedade não serem muito abordados dentro do universo cinematográfico, algumas narrativas só conseguem ser explicadas através destes.

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Os transtornos de ansiedade referem-se à transtornos que apresentam características de medo e ansiedade excessiva. O medo é uma resposta a uma ameaça real ou percebida; já a ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM, os transtornos relacionados ao aumento excessivo do nível da ansiedade são: Transtorno de Ansiedade de Separação; Mutismo Seletivo; Fobia Específica; Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social); Transtorno de Pânico; Agorafobia; Transtorno de Ansiedade Generalizada; Transtorno de Ansiedade Induzido por Substância/Medicamento.

Ao falarmos sobre a ansiedade, é necessário compreender que esta é uma reação fisiológica importantíssima, pois é ela que nos avisa quando estamos sofrendo alguma ameaça. Ao nos avisar que estamos em perigo, o Sistema Nervoso Autônomo, através do Sistema Nervoso Autônomo Simpático, libera adrenalina no sangue, criando reações protetoras para que possamos fugir da ameaça real. Alguns minutos depois, O Sistema Nervoso Autônomo Parassimpático libera a acetilcolina, inibindo as reações da adrenalina no corpo humano.

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Apesar de ser uma reação fisiológica normal, em muitos casos, a ansiedade irá sair de seu caráter positivo e entrar dentro de seu caráter negativo; ou seja, há o aumento excessivo dos níveis de ansiedade, e por conseguinte, da adrenalina sem que o sujeito esteja em uma situação de perigo real.

A narrativa de It- A Coisa (2017) aborda os transtornos de ansiedade de uma forma exemplar, ao mostrar com bastante eficácia o aumento excessivo nos níveis de ansiedade das crianças. Por mais que o Pennywise (Bill Skarsgard) seja uma ameaça real, ao aparecer na frente dos pequeninos, ele se transforma naquilo que as crianças mais temem. Nesse momento, há a liberação da adrenalina sem que a estas estejam realmente cara a cara com uma ameaça real.

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O roteiro de Chase Palmer e Cary Fukunaga brinca a produção inteira com a ansiedade positiva e negativa, intercalando entre as duas e mostrando de forma bastante clara as diferenças entre elas.

Apesar de não ser o transtorno favorito dos cineastas, os transtornos de ansiedade têm um espaço fundamental dentro do terror psicológico, mostrando a importância destes em narrativas deste tipo.

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