Sessão Indica

#Netflix | 3 Documentários para futeboleiros

Aproveitando o recente título da Seleção na Copa América, os deixamos três títulos muito interessantes para assistir na “Grande N”.

1) Sunderland ‘Til I Die

O primeiro se concentra em um clube histórico do futebol inglês, o Sunderland AFC, que acaba de ser rebaixado ao Football Championship, a segunda divisão da Inglaterra, após dez anos na categoria superior.

Apesar do péssimo momento, o time do norte da Inglaterra tem recursos para se recuperar rapidamente: um dono americano com patrimônio líquido superior a um bilhão de euros, um dos melhores estádios do país -com capacidade para quase 50 mil espectadores- e uma base social muito maior que as das equipes da divisão.

Tanto foi assim que o referido proprietário, Ellis Short, viu na produção do documentário uma oportunidade de promover e vender o clube. Todos os fatores apontavam para uma história épica de glória, retornando ao mais alto nível.

Infelizmente, as coisas não funcionaram para os Black Cats, que viram como uma gestão esportiva e financeira muito ruim arruinou as esperanças de todos. Capítulo após capítulo, testemunhamos à produção de uma catástrofe que terminou em um segundo rebaixamento consecutivo. Desta vez, em direção a League One ou terceira divisão inglesa, onde eles continuam até hoje.

‘Til I Die é uma das peças mais completas sobre o melhor e o pior que o futebol pode nos dar. Em seus oito episódios, oferece um visual honesto, acompanhando o dia à dia de jogadores, treinadores, gerentes, colaboradores e torcedores do clube.

E é nesse último grupo que os diretores se concentraram na passagem dos capítulos. Porque são eles quem, independentemente das constantes mudanças de treinadores, a fuga dos melhores jogadores do elenco e o desinteresse óbvio por parte do dono do clube, permanecem fiéis à instituição que faz parte de sua identidade.

O nome do documentário é uma homenagem a uma música da torcida que resume muito bem este sentimento de lealdade e pertencimento: “Sunderland até morrer!”.

sunderland til i die

2) Les Blues: Une autre histoire de France, 1996-2016

Este documentário abrange vinte anos da história da seleção francesa de futebol, Les Bleus, que tem altos e baixos que podem ser identificados na sociedade do país europeu.

Como o título diz, a peça mostra “uma outra história da França”, incluindo a formação de um time de futebol interracial e a incapacidade da política de responder ao mesmo fenômeno na sociedade.

Um dos entrevistados disse que “a política foi mais lenta do que o futebol”, referindo-se ao fato de que o elenco nacional conseguiu demonstrar a existência de um novo país, onde a imigração desde países colonizados cresce, mas a sociedade reage lentamente a essas exigências de equidade e tolerância.

Les Bleus analisa a história de França entre 1996 e 2016. Desde a formação da equipe campeã mundial em 1998 até a gestação dos futuros vencedores da Copa do Mundo de 2018. No entanto, não é apenas futebol. De fato, a relevância é muito mais focada em questões sócio-políticas do que em assuntos táticos.

Enfim, o documentário é uma demonstração de como construir um projeto apesar do racismo e a discriminação sofridos por vários jogadores desta geração.

les bleus

3) Forbidden Games: The Justin Fashanu Story

Justin Fashanu tornou-se famoso em 1980, quando jogava para o Norwich City inglês e marcou o melhor gol da temporada contra o Liverpool. Naquela época, ele liderou uma geração de futebolistas pretos que estavam se incorporando na liga inglesa.

Filho de um advogado nigeriano instalado em Inglaterra que posteriormente o abandonou, Justin teve uma infância muito difícil. Ele acabou sendo adotado por uma família branca do Reino Unido. Seu nome ficou ainda mais conhecido depois de se declarar publicamente homossexual em 1990, sendo o primeiro futebolista de alguma fama a fazê-lo.

Mostrando-se como era, teve muitos problemas e um declínio em sua carreira profissional. Porém, Fashanu não renunciou à sua identidade e conseguiu manter sua etapa como futebolista até 1997, passando por times dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Infelizmente, cometeu suicídio logo depois, em 1998, após ser acusado de abuso sexual por um garoto de 17 anos. “Percebi que já havia sido condenado”, escreveu em uma carta antes de morrer.

Justin tinha o talento, a ambição e o carisma para se tornar um ícone do futebol inglês. Devido à homofobia, assédio e fama excessiva para a qual ele não estava preparado, sua vida terminou cedo demais. Sua história é uma das mais fascinantes e trágicas do esporte internacional.

O documentário, dirigido por Jon Carey e Adam Darke, revela depoimentos inéditos de treinadores, colegas e parentes; e embarca na batalha de Fashanu contra os preconceitos raciais e sexuais no futebol, muitos dos quais são mantidos até hoje.

forbidden games
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