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Crítica | As Panteras

O sucesso televisivo e cinematográfico ganha uma nova sequência nas telas, desta vez, dirigida, produzida e roteirizada por Elizabeth Banks.

Quando um dos fundadores de Townsend, aposenta-se do cargo de Bosley (Patrick Stewart), as panteras são recrutadas por Charlie sob uma nova proteção para uma missão, na qual devem impedir que um protótipo que invade sistemas consiga espalhar-se pelo mundo.

Sabina (Kristen Stewart), é uma jovem de família rica que cresceu em um ambiente hostil devido a sua rebeldia. Em contraponto, temos Jane (Ella Balinska), que manifesta-se de forma mais fria por medo de criar afeições.

Assim, depois de apresentados às Panteras já treinadas pela equipe de Charlie, conhecemos Elena (Naomi Scott), uma cientista responsável pela desenvoltura de Calisto – o protótipo que fora roubado para ser vendido clandestinamente.

Com a aposentadoria do antigo Bosley, uma nova segurança entra em cena, sendo esta interpretada por Elizabeth Banks, que também assina a direção, roteiro e produção do filme.

Em seu trabalho de direção, Banks demonstra muita competência na composição de planos esteticamente agradáveis, captando desde os momentos mais sutis até a extravagância dos cenários luxuosos do crime. Entretanto, como roteirista, peca em diversos aspectos.

O roteiro parece perder-se por vezes em argumentos rasos e piadas que desmancham-se sem o tempo cômico, o que faz com que estes diálogos tornem-se incabíveis na atmosfera composta.

A química entre Stewart e Balinska é inegável; entretanto, Scott ainda parece um tanto quanto fora da ligação entre as duas personagens. Ainda que seja a mais jovem delas, a relação das três é construída simultaneamente. Sozinha, tem uma performance carismática nos acordos de sua personagem.

As cenas de ação não são tão firmes quanto costumavam; mas percebe-se a homenagem aos filmes anteriores nas coreografias de luta, havendo até mesmo, uma espécie de recapitulação de alguns momentos vividos pelas panteras de Drew Barrymore, Lucy Liu e Cameron Diaz.

A trilha sonora clássica desta obra está em evidência, ainda que a maioria das faixas seja composta por cantoras do mundo pop.

O destaque vai para a direção de arte, que conseguiu implementar as cores junto à fotografia e, até mesmo, à mixagem de som. Todos os detalhes são bem desenhados nas composições de cena.

Dessa forma, o novo “As Panteras”, é um filme que tem muito a ser reforçado, mas que conta com a presença de um elenco instigante e com uma perspectiva muito mais feminina do que jamais antes entregue.

Izzie Ver tudo

Cinéfila assídua, apaixonada por arte e literatura

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