Filmes

Crítica | Frozen II

A continuação da história de Elsa e Anna viaja pelas origens do reino de Arendelle.

Em Frozen II, Elsa começa a ser seguida pela cantoria de uma antiga lenda que lhe era contada pela mãe ainda quando criança. A rainha e sua irmã logo embarcam para longe das barreiras do reino de Arendelle, onde encontra-se outro isolado e – até então – mitológico reino.

A obra se estabelece como “filme de origem”, recebendo uma potência maior do que o seu antecessor. Nessa, conhecemos mais sobre os pais de Elsa e Anna, como também, finalmente descobrimos de onde vêm os poderes de Elsa, e o que os torna fundamentais para a natureza.

O alívio cômico utilizado é, mais uma ves, o Olaf, que, em português dublado pelo Fábio Porchat, torna-se ainda mais engraçadado de ser assistido. O timing cômico da personagem é feito no ponto certo para que o público consiga captar as deixas em suas falas.

Há um importante vínculo ornamentado entre as duas irmãs; este filme trabalha neste laço após os anos de isolamento entre Elsa e Anna, o que fortalece a compreender da necessidade de Anna de ter a irmã ao lado.

Anna também recebe maior destaque neste filme, tanto pelo seu relacionamento com Kristoff e Elsa, quanto pela trajetória de sua personagem – o romance deixa de ser o principal e passa para segundo plano.

Por ser o filme mais recente de animação dos estúdios da Disney, seus efeitos estão ainda mais condizentes com atmosfera mágica e hipnótica do mundo encantando que nos é apresentado pelos estúdios.

A fotografia continua a ser puxada para um azul contundente, começando com cores primaveris para estabelecer a passagem entre estações e, até mesmo, os diferentes sentimentos das protagonistas. Quando o inverno chega, a separação entre estas torna-se muito mais fria.

Existe uma abordagem implícita a respeito da dívida histórica. A resolução na qual o grupo de personagens precisa chegar, é aquela que irá reparar os erros de seus antepassados.

Dessa forma, Frozen II é uma animação deslumbrante e potente, que carrega uma história mística por trás de seu enredo e consegue fisgar ainda os espectadores que rejeitaram o primeiro filme, trazendo um viés inovador para a história antes contada.

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